10 de Outubro - Dia Mundial da Saúde Mental

Os alunos do 9ºA, acompanhados pelas professoras Isabel Costa e Rosário Valente, participaram no  Ciclo “Ver, Ouvir e Debater Saúde Mental”, que decorreu no âmbito da comemoração, a 10 de Outubro, do Dia Mundial da Saúde Mental.

Esta atividade foi promovida da Plataforma Saúde na Escola a Câmara Municipal de Cascais e teve como objetivo, contribuir para o reforço de informação sobre questões associadas à Saúde Mental, na perspetiva da educação para a saúde, tendo em vista a adoção de comportamentos e atitudes informadas e conscientes.
Assim, foi exibido o episódio da série Black Mirror (Netflix), Nosedive, que retrata o fenómeno das redes sociais e a sobrevalorização que os adolescentes (e adultos) dão aos “likes” que recebem pelas suas publicações. 
 O filme foi seguido de um debate com a participação de um painel de especialistas de entidades  com intervenção reconhecida na área da Saude Mental, nomeadamente médicos, psicólogos e enfermeiros do Hospital de Cascais Dr. José de Almeida,  Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (Serviço de Psiquiatria da Infância e da Adolescência e Equipa Comunitária de Cascais) e do Agrupamento de Centros de Saúde de Cascais - ACES de Cascais.
Neste debate os jovens levantaram algumas questões:
• O valor da amizade “real” e “virtual”
• Aspectos positivos da tecnologia (manter contacto com amigos e familiares que estão longe) e negativos (já muitos de nós não falam “cara a cara”, criamos relações “falsas”)
• O novo fenómeno da “Moeda/Crédito Social” (algo que procuramos para nos autovalorizarmos (os conhecidos “likes”). Será que já não conseguimos viver sem este tipo de “aprovação”?
• Os “likes” funcionam como neurotransmissor positivo (dopamina), que nos dão uma sensação de bem-estar. Podemos ficar viciados!?
• Ser ou Ter? Haverá algo que substitua a relação pessoal? O que é mais importante o abraço ou o “like”?
• Vivemos o imediato… A opinião pública conta mais que a realidade!?
• O uso da tecnologia cria dependência!
• A dependência da tecnologia provoca perda de competência social (existem muitos adolescentes que já não conseguem socializar com os seus amigos ou familiares e recorrem a ajuda de técnicos em saúde mental)
• Sem tecnologia ficamos mais “despertos” para as situações mais simples da vida, mas significativas para o crescimento pessoal 


 
O episódio Nosedive está disponível na Netflix.

Deixamos aqui um pequeno resumo:
Usando implantes oculares e dispositivos móveis, as pessoas classificam suas interações realizadas online e pessoalmente numa escala de cinco estrelas. Este sistema cultiva relações falsas, pois a classificação de uma pessoa afeta significativamente seu status socioeconómico. Lacie é uma jovem atualmente avaliada com 4.2 e entusiasmada para adquirir auto-aperfeiçoamento. 
Para obter um desconto na aquisição de um apartamento de luxo, Lacie tem de alcançar uma avaliação de 4.5. Assim, Lacie tenta ganhar a admiração de pessoas altamente avaliadas, uma vez que estas têm maior impacto nas pontuações. 
A grande oportunidade de alcançar rapidamente a avaliação de 4.5 surge, quando uma amiga de escola, Naomi, pede para Lacie ser dama de honra no seu casamento, com muitos convidados altamente avaliados. 
Após uma série de contratempos no caminho do casamento, que fazem as suas avaliações caírem, Naomi liga para Lacie e diz que ela já não poderá assistir ao seu casamento (uma fez que a pontuação é demasiado baixa). 
Irritada, Lacie consegue chegar ao copo de água e, alcançando o microfone, decide discursar sobre Naomi e a forma como esta a usou ao longo da sua vida. 
Os convidados avaliam-na negativamente, fazendo com que sua avaliação caia para zero. Ela fica perigosamente perturbada e os seguranças tiram-na do local. 
Lacie é presa e a tecnologia que suporta o sistema de avaliação é removida dos seus olhos. Finalmente Lacie sente-se livre e termina a discutir com outro “prisioneiro” sem se preocuparem com as “avaliações” das outras pessoas. 

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Nosedive_(Black_Mirror) 
Para aprofudar este tema: https://observador.pt/opiniao/nosedive/